As últimas informações dão conta que o ex-vereador e presidente do PSB Arnaldo Maranhão teve o mandado de prisão revogado e poderá participar da convenção do PSDB que ocorre amanhã às 10h00 no Clube Seleto em Paranaguá.
Não foi informado se a revogação também se aplica a Anderson Wanderci e Vanderli Cunha do Rosário (Cheiro).
Maranhão poderá vir a integrar a vice da chapa de Alceu Maron Filho que contará com a coligação PSDB, PSD, PSB e PMN.
Arnaldo Maranhão foi vereador e é um dos cogitados para ser vice de Alceu Júnior (PSDB). Eles são acusados de coagir testemunhas no caso de venda de cargos comissionados no Porto de Paranaguá.
Dois simpatizantes do diretório municipal do PSDB de Paranaguá, Vanderli Cunha do Rosário (Cheiro) e Anderson Wanderci Pinto Barboza, e o presidente do PSB no município Arnaldo Maranhão, tiveram habeas corpus negados na tarde de ontem pelo Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR), no mês passado, os três tiveram mandado de prisão expedido por coagir (ameaçar) testemunhas do caso de venda de cargos comissionados no Porto de Paranaguá onde o pré-candidato a prefeito Alceu Maron Filho (PSDB) é apontado como chefe de quadrilha.
O CASO
A denúncia apresentada ao Ministério Público Estadual (MP) aponta que o PSL (Partido Social Liberal), em troca do apoio ao PSDB na eleição deste ano, “ganhou” o direito de indicar nomes para cargos comissionados no Porto de Paranaguá. E que “vendeu” ao menos uma dessas vagas. O denunciante – um comerciante da cidade – alega que pagou pelo cargo R$ 22 mil, em três parcelas, ao presidente do diretório municipal do PSL em Paranaguá, Ênio Campos Silva. Ele diz que o dinheiro foi depositado na conta bancária de Silva.
Na época, o Jornal Gazeta do Povo ouviu o autor da denúncia, que pediu para não ter seu nome revelado. Ele relata que foi procurado pelo presidente do PSL em junho do ano passado, com uma proposta para ocupar um cargo comissionado na Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa).
Para a suposta indicação ao cargo, ele teria que depositar inicialmente o valor de R$ 8 mil, que seria repassado ao PSL, segundo as gravações. Segundo os comprovantes bancários, o valor solicitado foi depositado na conta que o presidente da legenda mantém na agência da Caixa Econômica Federal (CEF) no centro de Paranaguá. Silva teria solicitado mais dois depósitos, um de R$ 2 mil em setembro de 2011 e outro de R$ 12 mil em janeiro deste ano, para providenciar o requerimento com a indicação.
No início de fevereiro, após ter pago os valores e desconfiado de que não seria nomeado, o denunciante passou a procurar Silva para saber o que havia ocorrido. O presidente do PSL teria dito então que os cargos estavam à disposição do advogado Alceu Maron Filho. De acordo com o denunciante, Silva chegou a convidá-lo para participar de uma reunião com o pré-candidato para tratar da nomeação.
O autor das denúncias não aceitou o convite e solicitou a devolução do dinheiro. “Peguei até dinheiro emprestado de minha esposa para isso. Era meu sonho”, disse ele entre lágrimas, justificando o pagamento do “pedágio”. Sem receber o dinheiro de volta, o denunciante resolveu denunciar o caso.
MANDADOS DE PRISÃO
No dia 10 de maio, a Polícia Federal foi até a sede do PSDB no município cumprir mandado de prisão contra Vanderli Cunha do Rosário (Cheiro) e em seguida até o Porto de Paranaguá contra Anderson Wanderci. Arnaldo Maranhão esteve foragido até a concessão do habeas corpus e acabou não sendo preso.
Vanderli e Anderson foram soltos mediante a pagamento de fiança estipulada em 10 salários mínimos, cerca de 6 mil reais, fato que chamou atenção pela rapidez da realização da mesma.
HABEAS CORPUS NEGADO
Ontem a tarde, entre 17h00 e 17h10, o julgamento da situação em segunda instância no Tribunal de Justiça do estado por três desembargadores, denegou com unanimidade o habeas corpous que garantia a liberdade dos três, sendo assim, nas próximas horas eles devem ser consideramos mais uma vez, foragidos da polícia.
Por Diário do Estado
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